Trump diz que EUA têm controle do Estreito de Ormuz e chama bloqueio naval de 'muro de aço'
12/08/2026
(Foto: Reprodução) 'Não teremos conversas diretas com os EUA', diz ministro das Relações Exteriores do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington têm o controle do Estreito de Ormuz e que o bloqueio naval dos portos do Irã está sendo chamado de "muro de aço" em post na rede Truth Social nesta quarta-feira (12).
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Com as negociações para o fim da guerra sem avanço e o tráfego em Ormuz ainda comprometido - elevando o preço do petróleo em todo mundo -, Trump reafirmou a narrativa que vem mantendo desde o início do confronto: de que o regime iraniano está "acabado" e que os EUA estão vencendo.
"Os EUA têm controle total sobre o Estreito de Ormuz e acredito que vamos mantê-lo. Nosso bloqueio naval está sendo chamado, por todos, de 'muro de aço' e não há nada que o Irã possa fazer a respeito. Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, seus soldados restantes não recebem pagamento, a Guarda Revolucionária Islâmica está dizimada e em fuga. E sua 'liderança' é incerta, na melhor das hipóteses. Eles não têm dinheiro - seu país está acabado. Tudo o que eles têm são notícias falsas e inflação de 300% - e piorando! O Irã só fala e não age. Não é mais o valentão do Oriente Médio", escreveu.
Teerã, por sua vez, garante que o estreito segue fechado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta enquanto discursa sobre a economia no Campo de Provas da General Motors em Milford, Michigan, EUA
REUTERS/Carlos Osorio
Mais cedo, nesta quarta, uma autoridade do alto escalão do regime iraniano, que falou sob a condição de anonimato com a agência de notícias Reuters, afirmou que "não houve nenhum progresso" nas negociações entre os dois países.
A fonte desmentiu uma reportagem que citava fontes do governo do Paquistão, que vem atuando como mediador diplomático entre EUA e Irã, afirmando que os dois países haviam concordado em estender por mais 60 dias o cessar-fogo acordado em junho em um memorando de entendimento assinado por Washington e Teerã.
"Não se fala em prorrogação porque, da perspectiva do Irã , não há um período que tenha começado e, portanto, nada a prorrogar. Os Estados Unidos violaram o acordo provisório 48 horas após sua assinatura e se retiraram dele alguns dias depois. Uma das questões que está sendo discutida por meio de mediadores é o retorno dos EUA ao acordo provisório e a definição de um cronograma para a implementação dos compromissos. Não houve absolutamente nenhum progresso nessa questão", afirmou.
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Irã fez exigências para reabrir Ormuz
No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de seis condições para reabrir o Estreito de Ormuz.
Em post há dois dias, Trump ironizou uma delas: um pedido de indenização que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Ele disse que o regime iraniano deve indenizar "todas as pessoas que matou e feriu gravemente", e que passará a fazer a mesma exigência nas futuras negociações entre os dois países.
"É uma ideia interessante, pois agora eu também exijo indenização do Irã, por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente com suas bombas de beira de estrada e nos muitos conflitos pelos quais são famosos. (...) Além disso, indenizações devem ser pagas às famílias das centenas de milhares de manifestantes inocentes que o Irã matou nos últimos 50 anos, sem mencionar os 52 mil que foram mortos nos últimos cinco meses. Instruí meus representantes a incluírem isso firmemente em todas as negociações futuras", escreveu.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de agosto de 2026
REUTERS/Evelyn Hockstein
Em comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional, divulgado pela mídia estatal, o Irã afirma que, para a liberação da rota, os EUA devem pôr fim de forma definitiva à guerra – inclusive a agressões contra aliados iranianos no "Líbano, Palestina, Iêmen e no Iraque".
No anúncio, Teerã exige ainda que Washington suspenda o bloqueio naval aos portos iranianos, retire as forças da região, indenize integralmente o Irã pelos danos de guerra, suspenda as sanções e libere os ativos iranianos congelados.
O Irã afirma também que não recuará nas exigências e que Washington deve demonstrar uma mudança genuína na conduta.
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